Diagnóstico tardio da Hanseníase pode deixar sequelas irreversíveis
O dia 20 de janeiro é o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, uma doença crônica infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que se multiplica lentamente e pode levar de cinco a dez anos para dar os primeiros sinais.

O dia 20 de janeiro é o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, uma doença crônica infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que se multiplica lentamente e pode levar de cinco a dez anos para dar os primeiros sinais. A doença afeta principalmente os nervos periféricos e está associada a lesões na pele, como manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, ressecamento e perda de sensibilidade.
“O diagnóstico tardio pode deixar graves sequelas, especialmente a incapacidade física com deformidades em mãos e pés, podendo levar também à cegueira. Quem sofre com a hanseníase, antigamente chamada de lepra, além de todos os problemas de saúde, ainda precisa conviver com o estigma e o preconceito”, afirma a enfermeira Ana Catarina Silva Oliveira Clemente, Responsável Técnica da Vigilância Epidemiológica do município, que recentemente realizou uma palestra sobre o assunto na USF Antônio Onofre Miziara.
Durante a Campanha Nacional Janeiro Roxo de luta contra a Hanseníase são realizadas diversas ações de conscientização que chamam a atenção para os sinais e sintomas da doença que podem ser: manchas esbranquiçadas, amarronzadas e avermelhadas na pele com mudanças na sensibilidade dolorosa, térmica e tátil, sensação de fisgada, choque, dormência e formigamento ao longo dos nervos dos membros, caroços no corpo, pele seca, olhos ressecados, feridas, sangramento e ressecamento no nariz, febre, mal-estar geral, entre outros.
Quando os casos não são tratados no início dos sinais, a doença pode causar sequelas progressivas e permanentes, incluindo deformidades e mutilações, redução da mobilidade dos membros e até cegueira.
Caso a pessoa apresente alguns dos sinais, deve procurar ajuda médica na Unidade de Saúde do bairro onde mora e ela será encaminhada para tratamento na USF referência “Dr. Sandoval Henrique de Sá” (Centro).
O tratamento da doença é feito pelo SUS e consiste na associação de antibióticos usados de forma padronizada de 06 meses a 01 ano sem interrupção. O paciente deve tomar a primeira dose mensal supervisionada pelo profissional de saúde, sendo as demais, auto administradas.
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