Frutal, MG, 31 de Agosto de 2026
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PM prende trabalhador por engano e descuido nas investigações em Frutal

“Por ser preto e grande”, segundo disse o pai, José João Rodrigues Barreirão, de Frutal, no Triângulo Mineiro,

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“Por ser preto e grande”, segundo disse o pai, José João Rodrigues Barreirão, de Frutal, no Triângulo Mineiro, seu filho, o trabalhador rural Elizeu Farias Rodrigues, 30 anos, ficou três dias preso acusado de ter praticado um assalto à residência de uma empresária da cidade. A prisão aconteceu na terça-feira, dia 15, à noite, no centro, quando Elizeu, que trabalha numa usina de cana de açúcar e fazia “bico” trabalhando de mototaxista. Uma guarnição da Polícia Militar o abordou, tirou a sua fotografia - “a qual ele permitiu por não saber para que se destinava”, conforme expressa José João, e pouco tempo depois voltou ao ponto de mototáxi e o prendeu, levando-o para a Delegacia de Polícia. Segundo a PM, “a vítima” teria reconhecido o “autor” do crime pela fotografia. Revoltada, a família de Elizeu conseguiu as imagens de uma câmera de segurança, instalada próxima ao local do crime e confirmou que o assaltante era outra pessoa. Elizeu foi solto, após a confirmação do engano. Ele esteve preso em Sacramento, para onde a polícia o levou após a sua autuação em Frutal.
Este fato tomou grandes proporções nas redes sociais, onde pessoas manifestaram apoio e solidariedade ao trabalhador, que é bastante conhecido na cidade e, recebeu manifestações de centenas de pessoas, que classificaram o caso como racismo, diante ao descuido dos policiais em ampliar suas investigações para confirmar o fato, antes de simplesmente determinar a prisão, sem ao menos verificar o local em que Elizeu, manifestou estar no horário que teria acontecido o assalto.

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