Operação investiga suposto esquema de corrupção na Câmara Municipal de Iturama
Uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (17) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga um suposto esquema de obtenção de vantagens indevidas envolvendo agentes políticos da Câmara Municipal de Iturama, no Triângulo Mineiro

Uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (17) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga um suposto esquema de obtenção de vantagens indevidas envolvendo agentes políticos da Câmara Municipal de Iturama, no Triângulo Mineiro. A ação apura práticas que, se confirmadas, podem configurar crimes de corrupção ativa e passiva.
Ao todo, o Poder Judiciário expediu 11 mandados de busca e apreensão, cumpridos com o objetivo de coletar elementos informativos que possam esclarecer as possíveis irregularidades. Durante a operação, foram apreendidos 11 aparelhos celulares, que passarão por análise. As suspeitas ainda estão sob investigação.
Segundo a Promotoria de Justiça, os alvos são vereadores, um ex-vereador e o vice-prefeito do município. Eles são investigados por possível envolvimento em um esquema de recebimento e pagamento de propina no âmbito do Legislativo municipal.
As apurações tiveram início após uma denúncia recente feita por um agente político, que relatou a suposta oferta de dinheiro em troca de votos favoráveis ao processo de impeachment do atual prefeito de Iturama.
Batizada de “Votum Venale”, a operação decorre de um procedimento investigatório criminal instaurado para apurar a suposta oferta de vantagens indevidas. A ação é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Iturama, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 5ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais.
A deflagração da operação mobilizou mais de 30 policiais militares, além de promotores de Justiça e servidores do Ministério Público. O MPMG informou que as investigações seguem em andamento e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.
Reprodução: Rede Social Ministério Público de Minas Gerais
